sexta-feira, 14 de junho de 2013

Dias 2 e 3 - Programa Caseiro

Olá.

Esses sentimentos vão em forma de "carta".

 Eu não sei como você está, mas prefiro pensar que está bem. Eu tenho estado bastante bem também, sabe... Ontem eu tive um surto de saudade e comecei a pensar em tudo na minha vida, na minha rotina, no que faço diariamente e tentei calcular quantas vezes você me vem a cabeça por dia. E eu não consegui contar, porque foram muitas.

 Isso tudo é meio estranho, porque depois de tanto tempo, as coisas já deveriam ter diminuído de intensidade, não? Pois a única coisa que diminuiu com isso tudo, digo, todo o tempo que passou, é a frequência com a qual te vejo. Hoje em dia isso se resume a nada. De qualquer forma, pensar em você já não me afeta mais como antes. Penso sempre que você está presente comigo, assim é mais fácil lidar com tudo. Pode parecer uma "tentativa de fugir da realidade", e talvez seja mesmo. Mas que se dane.

 Pensando em tudo isso, ontem mesmo eu tive vontade de fazer coisas incríveis... Não sei bem. Algo como correr com meus melhores amigos em um campo, ver o por do sol e celebrá-lo. Quantas vezes no seu dia-a-dia você parou para ver quantos tons despontam no céu sempre que a tarde se vai? Eu sempre tento ver. É tão bonito... Você sabe que o sol está indo, e que a lua vem. E por mais que as coisas "mudem", elas sempre fazem tudo de novo amanhã. Dá uma sensação de que, por mais que algumas coisas permaneçam as mesmas, outras mudam sem com que a gente nem note.

 Eu gosto muito do por do sol, muito mesmo. Queria um dia vê-lo com você.

 De qualquer maneira, eu ainda quero fazer todo o tipo de coisas incríveis. Tirar fotos lindas, viver coisas legais, coisas que, quando eu parar e precisar de algo bom pra pensar, eu consiga. Queria me despir de preocupações e conquistar mais sorrisos, nem que só meus.

 Hoje, dormi um pouco demais. Não sei por quanto tempo, mas foi o bastante para que eu perdesse a aula de manhã. De qualquer forma, acordei mais animado que o normal. Animado para coisa alguma, mas animado. A noite, fui para a casa de uma amiga... Nós assistimos à alguns shows da minha artista favorita, e algumas vezes você me veio em mente enquanto ela cantava certas partes da música. Você também gosta dela(s). Depois, nós comemos pizza, brigadeiros... Acabei por lembrar da última vez que nós dois também fizemos isso... Depois, nós deitamos em um colchão desses de solteiro e fomos assistir "Moulin Rouge". Você sabe como eu amo esse filme? Eu já até sei algumas falas, de tanto que já vi.


 A história é linda, assim como as músicas e tudo mais. E no final (cuidado, spoiler a caminho) ele fica sozinho, e escreve a história deles em uma máquina de escrever. Por acaso isso te lembra a mim? Semelhanças inegáveis, rs.

 Eu preciso te dizer que eu só queria que você estivesse comigo naquele colchão de solteiro, bem agarradinhos... E comendo comigo aquela pizza, e aqueles brigadeiros... Eu queria que você me beijasse no fim do filme, e eu te diria que "a maior coisa que você aprenderá é a amar e ser amado de volta".


                                                                                    Ah, se você soubesse disso...

                                                                                                              Com carinho.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia 1 - A (in)Certeza

Olhei nos seus olhos. Como eu já não fazia há um tempo. Eu tinha algo a esconder de você, mas seja lá o que fosse, eu queria que você visse ali, naquele dia, naquela hora, naquela conversa. Eu precisava me expor, me expressar, me mostrar pra você. Eu disse tudo o que o meu coração estava gritando, eu tentei decorar todas as suas expressões. Eu não queria nem piscar, que era pra você não sumir de mim nem por um milésimo. Mal sabia eu...

Eu olhei nos seus olhos. Eu olhei de verdade. Eu disse tudo. Mesmo. Eu disse a verdade. Eu queria sair dali e te levar pra mim. Eu não queria desgrudar de você nunca! Eu prometi que eu faria a minha parte, eu prometi que podíamos dar certo, que eu ia tentar. Você também prometeu. Mas você não seguiu.

Ainda é muito fresco em mim o seu frescor, o seu sabor. O meu amor. A saudade ainda é forte, o sentido de que algo falta, mas vai voltar. Mas não vai. Você perdeu o caminho de casa? Eu posso te trazer comigo. Eu tentei tanto... O tanto que eu pude, que você deixou. E o que você deixou foi a impotência. A dor, a saudade. As promessas vazias. Você deixou mágoa, deixou vontade. E você disse que o faria, lembra? No meio daqueles beijos, naquele ultimo cinema. Se eu soubesse que seria o ultimo, eu não te deixava ir. “Me dê mais um beijo”, eu lembro de pedir. “O último, que é pra te deixar na vontade”. Vontade de quê? De sofrer? De querer mesmo algo que nunca vem? Que nunca volta? “Estou com medo”. “De quê?”. “De estar sentindo isso sozinho”. “Você acha que se eu não estivesse sentindo, eu estaria aqui?”.

Eu fiquei em dúvida sobre a resposta, mas hoje eu a tenho. Eu não acho. Eu tenho certeza.

O Início.

 Não tem como falar de algo que acabou sem falar do que foi. E não tem como falar do que foi, sem falar de como começou. Já pensei diversas vezes se foi mesmo uma boa ideia ter saído de casa naquela tarde de outubro... Pra ter aquele encontro. Afinal, as dores pós-tudo são graves. Mas sim, valeu a pena. Não pela dor, pela saudade, pela nostalgia, ou por todas as noites que fiquei pensando em você. Foi ruim ter que deixar de ouvir todas aquelas músicas que eu amava, pois tive prazer em compartilhá-las com você um dia e hoje, qualquer simples acorde de uma daquelas músicas me despertam da anestesia que é a distração. Digo, aqueles momentos em que eu não estou pensando em você e basta um ritmo pra me jogar de volta ao passado, no nosso mundo que desabou. E foi por isso, digo, por ser obrigado a me lembrar mais da dor do que do amor, que eu tive que abrir mão de tanta coisa. De tanta lembrança, de tanta conversa, de lugares, pessoas, músicas e espaços que me traziam flashbacks de nós dois. Sim, eu abri mão de muita coisa. Mas eu jamais abriria mão de você, de nós dois. É uma pena que eu não pude te obrigar a ficar, segurar a sua mão na minha toda vez que você ameaçou ir embora. Era difícil te deixar ir, mas eu sabia que você voltaria. Até o dia em que não voltou mais. 

Ah, mas tudo isso foi a muito tempo. Muito, muito tempo. Bem mais que 365 dias atrás. A questão é que eu já passei por bons bocados desde que você se foi. E hoje, nesse dia dos namorados, eu gostaria de estar comemorando com ninguém menos que você. Sim, já foi a muito tempo. Já estive com outras pessoas. Mas todas elas foram vãs tentativas de te "esquecer". Esquecer, de você? Tolice, eu sei. Mas não posso negar em dizer que já quis. Hoje em dia já me convenci de que se for pra esquecer, eu vou com o tempo. E que quando mais eu tento esquecer, mais me lembro. 

 Foi pensando nisso que eu resolvi criar o 365 dias sem você. Faz mais tempo, eu sei... Mas assim posso registrar durante um ano, tudo o que eu vou sentir, vou viver e vou fazer sozinho. Não que sejam coisas ruins, entenda. É que vão ter dias bons, dias ruins, e dias comuns. Sei que o que mais vai ser falado aqui é sobre a saudade, mas tudo bem. Ao menos eu poderei escrever sobre você, e assim te trarei mais pra perto de mim, na minha memória, já que isso não me machuca mais. 

 Você se tornou um amigo, o que sempre foi, menos presente. Um amigo imaginário que está comigo sempre que eu preciso. E por mais que eu não tenha mais o calor dos seus beijos, ou seus braços no nosso abraço, eu ainda tenho toda a saudade, todo o amor que eu te prometi e não consegui jogar fora. Eu ainda tenho as cartas, as rosas, os presentes. Eu ainda tenho você tão vivo em mim mesmo que tão longe.

E agora tenho um blog pra te escrever, por mais que você não vá ler. 

 Tenho tudo que sempre tivemos. Mas assim como esse dia dos namorados, os próximos 365 serão assim: com você presente no pensamento mas nos braços de outro alguém.